Pesquisadores criam chip neuromórfico para dar inteligência aos computadores

Pesquisadores da Universidade do Tennessee estão desenvolvendo chips nos quais tentam aplicar a estrutura do cérebro humano à computação
Pesquisadores da Universidade do Tennessee estão desenvolvendo chips nos quais tentam aplicar a estrutura do cérebro humano à computação

O sonho de criar computadores inteligentes tem inspirado pesquisadores a concentrarem esforços no desenvolvimento de chips que representam a estrutura do cérebro. Isso, por exemplo, é o que vêm fazendo os pesquisadores da Universidade do Tennessee que, usando componentes encontrados em prateleiras de lojas, fizeram um chip para computadores inteligentes com capacidade de aprendizado de máquina.

Os chips são estruturados para descobrir padrões através de probabilidades e associações, com o intuito de ajudar na tomada de decisão. Os pesquisadores estão usando circuitos reprogramáveis, chamados pela sigla FPGAs (do inglês, field programmable gate arrays) para simular a maneira como os neurônios e as sinapses do cérebro humano operam. O chip foi desenvolvido como parte do projeto de software neuromórfico DANNA da Universidade do Tennessee.

Os pesquisadores estão desenvolvendo chips neuromórficos para o que está sendo chamado de lei pós-Moore. É cada vez mais difícil encolher os chips que alimentam PCs e dispositivos móveis, então os pesquisadores estão tentando aplicar a estrutura do cérebro humano à computação.

O cérebro humano têm 100 bilhões de neurônios que processam e transmitem informações, e podem calcular em paralelo através de trilhões de conexões ¾ as sinapses. Os pesquisadores estão criando uma malha de rede de neurônios e sinapses em FPGAs para lidar com a entrada, saída e conexões. Os pesquisadores também estão estabelecendo modelos de software que podem ser aplicados a essa rede neural.

A flexibilidade do chip e da arquitetura amplia o escopo de aplicações em que os sistemas neuromórficos poderiam ser usados, disseram os pesquisadores em um artigo apresentado no Workshop Internacional sobre a era da supercomputação pós-Moore, realizada esta semana.

Além da Universidade do Tennessee, pesquisas envolvendo computação neuromórfica estão em andamento também na Universidade de Manchester, na Universidade de Heidelberg, na Alemanha, na Universidade de Stanford e na Universidade de Zhejiang, na China.

Fonte: computerworld